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sexta-feira, 2 de setembro de 2011

PF entregará inquéritos da Operação Geleira em outubro. Outras nove prefeituras são alvo de investigações semelhantes


Fonte: Jornal O Dia - Teresina - PI - 02/09/2011 - Página 03
A Polícia Federal está finalizando os inquéritos da Operação Geleira, deflagrada ainda em janeiro, que resultou na prisão de 30 pessoas, entre prefeitos e ex-prefeitos piauienses. A informação é do delegado Janderlyer Gomes, do Combate ao Crime Organizado da Polícia Federal do Piauí. Segundo ele, em outubro, serão encaminhados os resultados das investigações ao Ministério Público Federal e Estadual.
As investigações resultaram inicialmente em 13 inquéritos que estão em fase de finalização. A estimativa é de que mais de R$ 20 milhões tenham sido desviados por doze prefeituras, por meio da emissão de notas fiscais frias.
O montante teria sido desviado da saúde e educação, além de recursos oriundos do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). “Foram várias irregularidades, saques em boca de caixa, montagem de licitações, licitações direcionadas e desvio de recursos com uso de notas fiscais frias, para citar apenas algumas”, enumerou Janderlyer.

Para a realização do trabalho que resultou na operação, Janderlyer afirma que a Polícia Federal contou com o apoio importante do Tribunal de Contas do Estado, Ministério Público Federal e também da Controladoria Geral da União. Na época que a operação foi deflagrada, 30 pessoas chegaram a ser presas, entre prefeitos, ex-prefeitos, empresários e contadores. Mais de 80 mandatos de busca e apreensão foram executados. “Mas as investigações não acabaram no dia da operação. Aos poucos, as pessoas foram sendo intimadas e ouvidas para prestar esclarecimentos. O trabalho continuou”, frisou.

Nos inquéritos, a PF acusa os gestores de formação de quadrilha, lavagem de dinheiro, apropriação de recursos públicos, falsidade ideológica, uso de documento falso e uma série de outros ilícitos. “Foram mais de quatro anos com as irregularidades acontecendo”, pontuou o delegado. Segundo ele, entre as solicitações, a PF deverá pedir o bloqueio das contas e dos bens dos envolvidos. “Alguns bens já foram apreendidos durante a operação”, adiantou.

(Mayara Martins)


Outras nove prefeituras são alvo de investigações semelhantes


De acordo com o delegado Janderlyer Gomes, ao todo, 21 municípios serão incluídos na Operação Geleira devido ao uso do mesmo esquema de desvio de recursos públicos por meio de notas fiscais frias. As investigações estão acontecendo e poderão resultar em novos inquéritos e prisões.

Em janeiro foram presos os prefeitos Bismarck Arêa Leão (PTB), de Miguel Leão; Valdir Soares da Costa (PT), de Uruçuí; Domingos Bacelar de Carvalho, o Dó Bacelar (PMDB), de Porto; Joedison Alves Rodrigues (PTB), de Landri Sales; Teresinha de Jesus Araújo (PSDB), de Elizeu Martins; Isael Macedo Neto (PTB), de Caracol; Jorge de Araújo Costa (PTB), de Ribeira do Piauí. Também foram presos os ex-prefeitos de Uruçuí (Chico Filho, que também foi ex-secretário de Defesa Civil Estadual até dezembro do ano passado) e de Marcos Parente. A prisão também atingiu familiares de alguns prefeitos, assessores, contadores e um advogado. Segundo a polícia, estariam todos envolvidos no esquema.

Janderlyer Gomes disse lamentar, enquanto cidadão, que a cultura das pessoas no Piauí e no Brasil não seja calcada no trabalho. “No Brasil todo, mas no Piauí acontece com mais intensidade. As pessoas se resignam muito pouco com a corrupção”, lamentou, acrescentando que uma das alternativas contra os atos irregulares seria dificultar o ingresso de políticos condenados por desvios de recursos públicos nas administrações públicas, a exemplo do que determina a Lei Complementar 135/2010, mais conhecida como Lei da Ficha Limpa. De acordo com o delegado, a PF possui atualmente 610 inquéritos que investigam desvio de recursos públicos no Piauí. “Alguns deles já resultaram em ações civis públicas para sanar as irregularidades. Mas o ideal seria evitar que os desvios acontecessem, visto que o ressarcimento ao erário é algo que dificilmente acontece e, quando acontece, é em processo mais demorado”, concluiu.

(Mayara Martins) Jornal O Dia - Teresina - PI - Página 03

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