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segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

A partir desta 2ª feira, juros ficam mais caros. E, prazos de empréstimos, menores

por Victor Martins

Os bancos estão determinados a limitar as operações de crédito em até 36 vezes, como forma de fugir das exigências de reforço de capital impostas pelo Banco Central. Com os prazos menores, virão taxas de juros maiores. As novas tabelas chegarão às agências a partir desta segunda-feira, conforme constatou o Correio com cinco das maiores instituições financeiras do país — Banco do Brasil, Bradesco, Itaú Unibanco, Caixa Econômica Federal e Santander. As limitações no número de parcelas atingirão, sobretudo, o financiamento de automóveis e o crédito consignado, com desconto em folha.

“Na prática, vamos induzir os consumidores a optarem por prazos menores nos financiamentos. Isso virá por meio de taxas de juros maiores em operações com vencimento acima de 36 meses. A diferença dos juros será tão grande entre os contratos de prazos mais curtos e os mais longos, que não valerá a pena ultrapassar os 36 meses”, explica um executivo de um dos grandes bancos. Segundo ele, como financiamentos acima de três anos exigirá muito capital das instituições para a cobertura de possíveis calotes, os riscos e os custos das operações aumentarão demais. “Sem dúvidas, o BC foi muito radical em suas exigências, mostrando que realmente está disposto a reduzir o consumo e a controlar a inflação”, acrescenta.

Na sexta-feira, o BC anunciou o aumento dos depósitos que os bancos são obrigados a fazer compulsoriamente na instituição. A partir do dia 13, serão retirados mais R$ 61 bilhões de circulação. Além disso, o BC determinou que os bancos mantenham mais dinheiro em caixa para enfrentar a inadimplência: em vez de R$ 11 para cada R$ 100 emprestados, serão necessários R$ 16,50. O BC também fixou entrada de pelo menos 20% do valor do bem financiado em crediários acima de 24 meses.

“Com essas medidas, o governo quer trazer a inflação para o centro da meta, de 4,5%. Hoje, as projeções apontam para 6%, um perigo”, diz um técnico do Ministério da Fazenda. Ele não descarta a possibilidade de o Comitê de Política Monetária (Copom) elevar a taxa básica de juros (Selic) a partir de janeiro, já com o BC sob o comando de Alexandre Tombini, nomeado pela presidente eleita, Dilma Rousseff.

Se a operação de guerra do governo é conter a disparada dos preços, nos bancos, a missão é enquadrar as carteiras de crédito às regras baixadas pelo BC. Mas, a despeito da tensão entre os banqueiros, o diretor de Política Monetária do BC, Aldo Mendes, garante que a adaptação às regras será fácil, mesmo por parte do consumidor, que terá de frear às compras às vésperas do Natal.

Para o BC, que recebeu o aval de Dilma às medidas de arrocho ao crédito, chegou a hora de arrumar a casa e acabar com todos os estímulos dados à economia no fim de 2008, auge da crise mundial. Com a atividade crescendo a um ritmo de 7% e os financiamentos bancários avançando 20%, a equipe Henrique Meirelles, atual presidente do BC, acendeu o sinal de alerta. O aperto no excesso de endividamento das famílias começou no fim do mês passado, com mudanças nos cartões de crédito, nos quais o calote chegou a 34,31% contra uma média de 6% de todo o mercado. O limite mínimo para pagamento das faturas subirá de 10% para 15% até junho do ano que vem e para 20% em dezembro.

“Todas as medidas têm caráter prudencial, inibem bolhas e riscos que podem ser negativos para a saúde da economia. É importante o balanceamento do risco no sistema financeiro”, afirma Meirelles.

Fonte: Correio Braziliense - 05/12/2010

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