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terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Reajuste da mensalidade escolar vai superar inflação pelo 9º ano seguido

por Raphael Hakime

Sindicatos apontam calotes e salários como causas para aumento próximo de 10%

O reajuste das mensalidades escolares de 2011 será até duas vezes maior que a inflação oficial deste ano, segundo levantamento feito pelo R7 com sindicatos de instituições de ensino particulares de 11 Estados. Pelo nono ano consecutivo, o aumento será superior ao IPCA (Índice Geral de Preços ao Consumidor), de acordo com a Fenep (Federação Nacional das Escolas Particulares).

A edição mais recente do Boletim Focus - relatório do Banco Central feito com base nas opiniões de analistas de mercado – prevê que o IPCA, medido pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), encerrará 2010 em 5,78%.

No entanto, escolas do Ceará, Pernambuco, São Paulo, Minas Gerais e Distrito Federal, por exemplo, vão aumentar a mensalidade em até 13% no ano que vem. O aumento mínimo previsto é de 4%, mas a média deverá ficar em 10%, de acordo com pesquisa do R7. Em 2010, conforme índices definidos em 2009, o reajuste médio foi de 7%.

Cada colégio tem autonomia para definir o reajuste, mas a remuneração dos professores, a inadimplência dos pais e os gastos da escola com as contas de luz, água, telefone e aluguel serão o termômetro para medir o tamanho do reajuste, segundo o presidente da Fenep, José Augusto de Mattos Lourenço.

- Os salários representam para as escolas, incluindo os impostos, de 50% a 70% da sua receita. Com certeza, o aumento vai ficar acima da inflação pelo nono ano seguido. Os motivos para isso são os gastos com pessoal e a inadimplência, já que a lei obriga a escola a ficar 12 meses com o aluno sem poder fazer nada. Isso tudo vai para a planilha de custos e o bom pagador paga pelo mau pagador.

Eventuais mudanças na proposta pedagógica e a melhoria das instalações da escola, como a criação de novos laboratórios, também deverão se refletir no bolso dos pais, segundo Lourenço.

- Ainda tem a introdução de música, que será disciplina obrigatória a partir de agosto do ano que vem, mas as escolas já começam a oferecer no início do ano. A princípio, está dentro da grade de artes, mas se for acrescido ao número de aulas, isso implica em mais custos com professor e isso vai impactar em aumento.

O levantamento do R7 aponta que a projeção de reajuste das mensalidades no Ceará deverá acompanhar o IGP-M (Índice Geral de Preços de Mercado), acrescido de dois pontos percentuais, e deverá chegar perto de 13%. O IGP-M deverá fechar o ano em 11,34%, de acordo com o último relatório do BC.


Veja as estimativas de reajustes das mensalidades escolares por Estado

Rio de Janeiro de 4% a 9%

São Paulo 6,7%, no mínimo

Brasília de 7% a 11%

Minas Gerais de 3% a 10%

Pernambuco de 8 a 12%

Rio Grande do Sul de 6% a 9%

Ceará até 13%

Amazonas de 7% a 10%

Santa Catarina 4% a 10%

Bahia de 6% a 7%

Paraná não informou

IPCA (índice oficial de inflação) 5,58%**

* Valores são apenas projeções e podem variar de acordo com a escola
** projeção do mercado no boletim Focus, do Banco Central, de 19/11


Fonte: Sindicatos Estaduais das Escolas Particulares

Segundo o presidente do Sinepe-CE (Sindicato dos Estabelecimentos Particulares de Ensino do Ceará), Airton de Almeida Oliveira, é comum no Nordeste o pai barganhar descontos – de até 10% - nas mensalidades antes de escolher o colégio, o que praticamente anula o reajuste.

Em Pernambuco, o aumento deverá ficar entre 8% e 12%, segundo projeção do Sinepe-PE (Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino no Estado de Pernambuco). Depois, aparecem Brasília (de 7% a 11%), Amazonas (de 7% a 10%), Santa Catarina (de 4% a 10%), Minas Gerais (de 3% a 10%), Rio Grande do Sul (de 6% a 9%), Rio de Janeiro (de 4% a 9%), São Paulo (de 6,7%, no mínimo). O Sinepe/PR (Sindicato das Escolas Particulares do Paraná) preferiu não projetar a alta.

Fonte: R7 - 13/12/2010

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